terça-feira, 23 de agosto de 2016

EQUIDADE NO AMOR DE DEUS



Primeiramente, deve-se enfaticamente dizer que todos/todas os/as cristãos/cristãs devem ser pessoas amorosas, pessoas que gostam, que demonstram amor, exalam amor, despertam amor, que se comunicam com amor e que se sacrificam por amor. Por quê? Porque Deus é amor, e nós, só podemos amar a Ele, porque Ele primeiro nos amou (1 João 4:18-19), amou, e se entregou por nós na cruz.

Temos todos os motivos para amar os seres humanos, para gastar nosso tempo e energia com eles, afim de que possam ver nossas boas obras e glorifiquem a nosso Pai que está nos céus. É o mínimo que podemos fazer, dado o incrível amor demonstrado à nós, miseráveis pecadores que éramos. De fato, "Mas Deus prova seu próprio amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores" (Romanos 5:8). As pessoas saberão que somos discípulos de Cristo pelo amor que demonstramos uns aos outros (João 13:35). Infelizmente, não conseguimos imitar o amor de nosso Salvador, e, repetidamente caímos no pecado do não-amar. Que Deus nos dê a graça de superar os preconceitos e autojustiça que nos rouba o amor cristão pelos outros.
Às vezes um clichê pode ser tomado como revelação divina
Um proverbio popular religioso pode ganhar ascendência e, se tornar dogmático mesmo sem apoio bíblico. "Deus ajuda a quem se ajuda", não é encontrado nas Escrituras, por exemplo, mas é um bom exemplo de valor brasileiro. (Spurgeon devia ter razão quando disse que biblicamente o ditado devia ser "Deus ajuda aqueles que não podem ajudar a si mesmos"). O mesmo deve ser dito da noção de que os cristãos devem amar a todos e todas igualmente, sem distinção.
Amor sem Distinção?
Como Deus, em qualquer sentido, os/as cristãos/cristãs devem amar as pessoas em geral, mas, ter ciência, que existem distinções de amor que não são pecaminosas e, realmente refletem o caráter e comportamento do próprio Deus. Devemos amar nossos inimigos e perseguidores, como Jesus disse (Mateus 5:43-48), e, mostrar bondade para com todas as pessoas (É só recordar a História do Bom Samaritano), mas, não é a mesma maneira que amamos e tratamos nossos cônjuges, filhos, igreja entre outras. Há círculos concêntricos que, naturalmente, com razão regem nosso amor. Por exemplo, o amor que tenho por meu ou minha cônjuge é espelhado no amor de Cristo por sua igreja (Efésios 5:25). Cristo ama sua igreja de uma forma diferente, mais íntima e intensamente.

Eles e elas (membros da igreja), afinal, são Suas ovelhas e, Ele as conhece intimamente de uma forma que lobos e mercenários não conhecem (João 10:11-16). Ele deu a vida por sua igreja (Efésios 5:25, João 10:15), e, não há nenhum amor maior que esse (João 15:13). Da mesma forma devemos amar a Cristo, nossos cônjuges, irmãos e irmãs em Cristo de uma forma especial. Mas, será se não estamos discriminando algumas pessoas, por amar os mais próximos e próximas como Cristo fez? Devemos amar todas as pessoas, fazer o bem a todas as pessoas, mas não tão indistintamente? Paulo escreveu a igreja da Galácia para fazer o bem a todas as pessoas, especialmente as da igreja (Gálatas 6:10).
Estabelecendo Distinções

Portanto, estabelecemos distinções, não com base em raça, gênero, religiosidade, identidade sexual, entre outras, (abolida em Gálatas 3:8). Mas, distinções adequadas com base de proximidade, assim com Cristo fez. Antoine de Saint-Exupéry já dizia que nos tornamos eternamente responsáveis por tudo aquilo que cativamos, ou seja, devemos amar a todas as pessoas indistintamente, mas de uma forma diferente os que pertencem a nossos ciclos mais próximos (Aqueles que cativamos: Deus, família, igreja, etc.), o que é natural no ser humano. É natural e bíblico. Uma pessoa que é boa para com os outros, mas, que negligência seus filhos e filhas, é pior que uma pessoa que é boa para seus filhos e filhas e negligência os outros. Por quê? Deus lhe deu obrigações para com seus filhos e filhas, que é maior que todas outras relações. Em outras palavras, nosso amor pelos outros é antenado pelo grau de obrigação moral que temos para com eles/elas. O próprio Deus amou Israel de uma maneira especial, sobre todas as nações da terra.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

VENDO COM OS OLHOS DE DEUS


São João da Cruz diz de várias maneiras, ao longo de seus escritos, que Deus se recusa a ser conhecido da mesma maneira que conhecemos todos as outras coisas; Deus só pode ser conhecido pelo seu amor a Ele. Gosto de chamar isso de "centro do centro", ou "um assunto para" se conhecer onde nem o participante é sempre objetivado. No entanto, grande parte da religião tentou conhecer a Deus teologicamente, por palavras, teorias, doutrinas e dogmas. Os sistemas de crença têm seu lugar; eles fornecem um ponto de partida necessário e estruturado, assim como a mente dualista é boa na medida em que anda. Mas, você precisa de uma mente não-dual ou mística para amar e experimentar coisas comuns limitadas e, espreitar através da nuvem, para vislumbrar coisas infinitas e aparentemente invisíveis. Essa é a mente contemplativa que pode "conhecer as coisas espirituais de uma forma espiritual" (1 Coríntios 2:13), como diz Paulo.

O que significa quando Jesus diz que você deve amar a Deus com todo teu coração, com toda tua alma, com toda tua mente (e não apenas sua mente dualista), com toda tua força? O que significa a instrução do primeiro mandamento de amar a Deus mais do que qualquer outra coisa? A única forma que conheço de amar a Deus, é amar o que Ele ama. Amar a Deus, significa amar a tudo ...sem exceções. É certo que isso só pode ser feito com o amor divino que flui através de nós. E só podemos permitir que o amor flua por nosso meio, com uma consciência não-dualista, contemplativa, onde paramos de eliminar e escolher. Essa é a mente transformada (Romanos 12:2) que nos permite ver Deus em tudo, e onde pode habilitar naturalmente, a mudança de nosso comportamento.

Religião, da raiz religio, significa ligar novamente, voltar a unir. Descreveria esses eventos como aqueles que superam as lacunas entre você e as outras pessoas, eventos e objetos, e, até mesmo Deus. O trabalho da espiritualidade é olhar com um par de olhos diferentes (olhos não-dual), além do que Merton chama de "sombra e disfarce", e, ir até onde você possa ver em sua conexão e plenitude. Em um sentido muito real, a palavra de Deus é apenas um sinônimo para tudo isso. Então, se você não quer se envolver com tudo, fique longe de Deus.

Texto de Richard Rohr's

quarta-feira, 27 de julho de 2016

INTOLERÂNCIA RELIGIOSA CRISTÃ

Ficamos horrorizados ao ver a quantidade de pessoas cristãos que estão sendo barbaramente assassinadas em países islâmicos. Porque tanta intolerância? Porque tantas pessoas cristãos têm morrido? Nos vem a pergunta, e nós cristãos somos esvaziados dessa coisa chamada intolerância?
Nações, facções, grupos políticos e até mesmo famílias entram em guerra uns com os outros para satisfazerem sua ganância, orgulho e ciúmes. Permitem soltar a raiva na esperança do poder. Nos conflitos religiosos há pouca diferença; há, de certo, uma pitada extra de martírio e uma sensação de recompensa divina que as empurram para frente. Mas há um preço. Estes conflitos causam deterioração nas almas e mentes das pessoas. Os/as participantes não pensam nas consequências de humilhar, maltratar e até mesmo tirar a vida de outra pessoa, lutam como se não tivessem nada a perder. É exatamente neste momento que começa a perca da moral e dos valores. São incapazes de ver seus inimigos como humanos, só os enxergam como pagãos infiéis e a encarnação de um mal que deve ser derrotado. Fanáticos, não dão aos outros o respeito e a dignidade condizente a um ser humano.

É a falta de tolerância que causou e causa os conflitos religiosos. Fanáticos são incapazes de aceitar que outros disputem as pessoas para adicioná-las a seus rebanhos. Isto certamente é verdade nos últimos anos aqui no Brasil. Os fundamentalistas se reúnem contra grupos sociais, com a desculpa de que Deus abomina tal comportamento. Como resultado, o conflito baseado na religião tem severamente prejudicado o andar de nossa sociedade, e, a única maneira de corrigir tudo isso é através do desenvolvimento da tolerância.

O que realmente está sendo danificado em nossa sociedade é a relação do cristianismo com outras religiões e outras populações. Infelizmente, a comunidade LGBT, Negra, Feministas e, principalmente as religiões de matrizes africanas estão se fechando para o diálogo por culpa do cristianismo fundamentalista.

O pior, é ver esses preconceitos chegarem às escolas. Crianças de matrizes africanas estão sendo chamadas de "adoradores do diabo", crianças LGBT de "viado", "sapatão". No campo da Educação Física as crianças sentem-se encurraladas o tempo todo. Nossa sociedade será verdadeiramente danificada se as crianças forem discriminadas por sua orientação sexual, raça, identidade de gênero e/ou religião.

Mas como podemos reparar os problemas de nossa sociedade?

Simplesmente a resposta é tolerância. Jesus pregou que não devemos julgar os/as outros/as, mas amá-los/las. Ele pregou a tolerância.
O profeta Maomé disse: "Você tem duas qualidades que Deus, o Excelso, gosta e ama. Uma delas é a brandura e a outra a tolerância" (Riade us-Saliheen, vol. 1, p.632). Muhammad estava dizendo que nossa capacidade de tolerar é um dom de Deus para nós, e, Deus quer que sejamos tolerantes uns/umas com os/as outros/outras, essa é a nossa melhor característica.
Cecília Huang, do Templo Zu Lai, de São Paulo afirma: "O importante não é a religião em si, mas sim o que ela influencia nas pessoas. Portanto somos ensinados a respeitar qualquer outra religião. Devemos lembrar que qualquer um tem a sua liberdade de escolher um culto".
A Iyalorixá Dora Barreto, do terreiro Ilê Axé T'Ojú Labá, diz: "O candomblé tem por princípio o acolhimento, receber bem, dar um rumo para as pessoas, esclarecer. Tenho grandes amigos de outras religiões. Com a tolerância, ganhamos a união. Todos ficam fortes. O ideal seria que se tivesse problema na minha casa, fosse conversar com um pastor ou com um padre para saber a opinião deles. Ouvindo a opinião de outras religiões, consegue-se fazer um melhor juízo".
Não há nenhuma razão para odiar alguém por ser quem é. Você pode até não gostar de uma pessoa, ou de sua personalidade, o que é, pelo menos mais razoável do que odiar alguém por causa de sua religião, ideologia, raça, orientação sexual ou identidade de gênero; pois essa pessoa está sendo julgada por suas ações originais, e não pelo que elas são. Embora muito melhor seja não odiar a pessoa em tudo. Olhe o que Martin Luther King disse em seu discurso "I Have a Dream". Ele disse que esperava que um dia seus filhos fossem julgados "pelo conteúdo de seu caráter". Nós também devemos julgar as pessoas "pelo conteúdo de seu caráter", se quisermos verdadeiramente ter paz com todos e todas. Temos de ser capazes de olhar para uma pessoa e ver o lado bom, bem como o mau, a fim de discernir o que essa pessoa verdadeiramente é. Há um dito muçulmano que diz: "Toda criação é a família de Deus, e a pessoa mais amada por Deus (é aquela) que é amável e gentil para com sua família". Temos de ser capazes de ver que a pessoa que odeio também é, esse vínculo humano comum que nos faz família, e por isso temos de ser capazes de perdoar e tolerar as outras pessoas.

No final, não devemos nos tornar o juiz da humanidade, devemos tolerar as outras pessoas apesar das diferenças. Somos todos seres humanos e todos temos falhas e grandezas dentro de nós mesmos. Não podemos, realmente ser o juiz de ninguém, pois todos nós temos diferentes mentes e pensamentos. Jesus diz: "Não julgueis segundo a aparência" (João 7:24). Isso é o que todas as pessoas devem fazer, não só por causa das pessoas que são discriminadas, mas para a reparação mais verdadeira da sociedade brasileira.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

OS HIPERTEXTOS: A EXISTÊNCIA DO INFERNO PARTE FINAL


Hoje, será que os homens dizem "conhecer a verdade", que "falam de Deus" com êxtase e proclamam que Jesus salva, sabem realmente o que significa um Salvador amoroso que salvará todas as pessoas, por ser capaz de salvá-las? Ou querem dizer que Jesus é capaz de salvar todas as pessoas, mas é tão mesquinho que só salvará uns "poucos escolhidos"? Ou querem dizer que Jesus é incapaz de salvar as pessoas por si mesmo e, por isso precisa da ajuda dos seres humanos? Jesus é o amoroso e um Salvador soberano, ou um egoísta mesquinho que, deliberadamente permanece oculto na história das pessoas que não acreditam nele? Ou ainda, um inepto ajudante, que deixa a parte mais difícil da salvação para os seres humanos, perdendo a maioria das pessoas que ele ama para um "inferno eterno"? Os cristãos e cristãs que afirmam serem beneficiários da graça soberana de Deus, são alvos por uma fé má intencionada que transforma Deus e Jesus em monstros, ou são salvos pela fé de Jesus em Deus? Qual é a fé superior?
Curiosamente os cristãos que afirmam "conhecer a verdade", e, "falam de Deus", não parecem saber as respostas para as perguntas mais simples sobre salvação. Eles confiadamente afirmam que a salvação é pela graça, e não pelas obras, pois nenhum ser humano é capaz de ganhar o céu. Mas, em seguida, insistem que uma vez que as pessoas são salvas, têm de se arrepender continuamente, confessar e se esforçar para se tornar perfeito. Muitas vezes não permitem que pessoas LGBT ou pessoas que "vivem em pecado", se tornem membros de sua igreja. Mas isso faz algum sentido? Proibir as pessoas de frequentarem as igrejas terrenas, se Deus vai recebê-las no céu?

É certo que não. Assim, parece que as pessoas não acreditam realmente na salvação pela graça. É possível que um Deus onisciente, tenha dado os meios de salvação, mas os tornou tão complicado que, mesmo depois de mais de 2000 anos, seus discípulos ainda não tenham ideia de como alguém pode ser salvo? A salvação é simples, ou é tão complicada que, religiosos não possam explicá-la? Deus fez a salvação tão incrivelmente complicada, ou foi o ser humano que a complicou? Como podem esses charlatões falarem por Deus, dizerem que os seres humanos precisam ser salvos de um "inferno eterno", que o Deus da Bíblia e seus profetas nunca mencionaram? Devemos acreditar nas pessoas que blasfemam em nome de Deus e de Jesus, ou devemos desafiá-los a provar sobre um "inferno" que a Bíblia não deixa nítido, desde seu começo até o final? Se não podem provar o "inferno", não deveriam arrepender-se e mudar suas crenças blasfemas? Porque cristãos e cristãs que acreditam e professam o amor, a graça, compaixão e o perdão de Deus são tão intolerantes com outras crenças? E muitas vezes até com outras que professam o mesmo cristianismo? Por que católicos queimaram protestantes na fogueira como hereges? Por que, quando protestantes americanos ganharam o controle do governo dos EUA, desencadearam uma série de horrores contra americanos nativos e escravos negros? Tudo se resume na incapacidade dos cristãos e cristãs fundamentalistas de realmente acreditarem nos principais artigos de sua fé: amor, compaixão, graça, justiça e perdão. Devemos ter medo dessas coisas? Se essas devem ser as características de um ou uma cristã, para que ter medo de um "inferno eterno"?

Obviamente eles/elas temem por si mesmos/as e por seus/suas entes queridos/queridas. Se você acredita que Deus pode torturar sua/seu filho/filha no "inferno" por toda eternidade, ou deixá-la/lo para ser torturado/torturada, sobre errôneas crenças baseadas em um obscuro dogma religioso, como pode realmente acreditar no amor, graça, justiça, perdão e compaixão de Deus? Não é esse medo a causa de "santos/santas" terem sido queimados/queimadas na fogueira durante a Idade Média, sobre o ponto de vista do dogma religioso, e, que hoje, espiritualmente, acontece a mesma coisa, condenando-os/as ao "inferno"? Por que a Igreja Católica queimou "hereges" na fogueira? Por duas razões principais: (1) os católicos desconfiavam que Deus iria queimar as pessoas no "inferno" por toda eternidade, por não professarem as crenças "corretas", acreditavam que faziam o que Deus iria fazer, só que, em uma escala menor; e (2) a Igreja Católica estava muito mais interessada em preservar seu poder temporal e, sua capacidade de gerar receitas, do que com as mensagens de Jesus e de seus profetas hebreus, que pregavam a pratica da compaixão e justiça social.

É certo que não é nada "compassivo" queimar alguém na fogueira por qualquer motivo, muito menos por não acreditar em Deus ou Jesus, esses são apenas pequenos demônios retratados do cristianismo fundamentalista. Infelizmente, os protestantes foram tão irracionais e cruéis quanto os católicos. O Calvinismo, com sua terrível doutrina da predestinação (que afirma que alguns seres humanos foram criados para serem "vasos de glória", enquanto outros foram predestinados a serem panelas de urina "vasos de destruição") torna a religião incrivelmente obscura. Os puritanos, por sua vez, colocaram seus ferros quentes nas línguas dos pacíficos Quakers por não subscreverem sua obscura teologia. Parte da Igreja Protestante hoje, continua ensinar a predestinação, juntamente com uma combinação de fé, graça e obra. Mas, obviamente, se o destino da pessoa está determinado dede antes de seu nascimento, não há necessidades de fé e obras. Os/as cristãos/cristãs tentam acreditar em tanto mau, absurdos e coisas contraditórias que acabam tendo pequenos feixes de uma confusão selvagem. Que diabos estão ensinando a seus filhos e filhas? Como esses ensinamentos estão afetando o desenvolvimento deles e delas?

Como alguém pode ser predestinado a condenação eterna, se o Deus da Bíblia nunca mencionou um "inferno eterno" para Adão e Eva (os pecadores originais), nem a Caim (primeiro assassino), nem a Noé (personagem do grande mal que resultou na inundação), nem a Abraão (pai do judaísmo, islamismo e cristianismo), nem a Jacó (que se tornou Israel), nem a Moisés (O homem da entrega da Lei e suas punições), nem a qualquer um dos profetas hebreus? Depois de anunciar nitidamente que a pena para o pecado seria a morte, alguma vez, falou em trocá-la por uma nova pena muito mais drástica? Por que esperou milhares de anos para anunciar a existência de um "inferno", e ainda, ter se esquecido de informar aos grandes pregadores do cristianismo primitivo, Pedro, Estevão e Paulo sobre a criação e o porquê dele? Se houvesse um "inferno", por que Pedro e Estevão não alertaram os homens que assassinaram Jesus sobre o perigo que corriam de acabarem em um "inferno eterno"? Se Jesus era realmente o filho de Deus e, existisse um "inferno eterno", por qual motivo não explicou sua criação e finalidade, e, como as crianças poderiam evitá-lo, e, se havia uma "idade da razão" e a necessidade de "batismo infantil"? Onde, em toda a Bíblia, existe um verso que fala sobre a mudança de pena de morte para o "inferno", criado em tal dia, para tal motivo? Não existe tal verso. Como Deus pode ser considerado "justo", se foi o criador do "inferno eterno", e nunca mencionou sua criação, e, o por que ou como ele pode ser evitado? Faz algum sentido dizer: "Você tem que acreditar em Jesus para ser salvo de um lugar terrível que eu esqueci de mencionar por milhares de anos, e, nunca mencionei a bilhões de pessoas que devem morrer, depois acordar em uma câmara de tortura eterna que nunca sonharam existir?" Isso seria o cumulo do mal e da injustiça. Esta é a sabedoria de Deus? Ou apenas maldade e loucura do ser humano?

O conceito cristão da predestinação seria a cura de todos os males, se pregasse que Deus predestinou cada criatura que já viveu, sofreu e morreu para um final feliz. Que tipo de monstro iria permitir que qualquer pessoa nascesse, sofresse e morresse, apenas para acordar em um "inferno eterno", onde o sofrimento incessante não serviria para nenhum propósito? Que tipo de ser causaria ou permitiria uma punição incessante, sem propósito, se fosse capaz de impedir? Se Deus é capaz de me salvar, quando não posso fazer isso, escolheria Ele virar as costas para mim? Seria como um médico que permite que seu paciente se contorça de dor ao invés de administrar um antídoto que não lhe custaria nada fornecer. Se Jesus foi capaz de salvar o ladrão da cruz com um aceno de cabeça, por que não acena sua cabeça para todos e todas? A salvação é fácil para um Deus supremo ou é impossível? Juízes terrenos distribuem penas de prisão por serem incapazes de mudar a natureza humana. Mas os cristãos afirmam que Deus é capaz de aperfeiçoar a natureza humana, de modo que os seres humanos que são imperfeitos nesta vida, podem entrar perfeitos no céu perfeito. Mas um Deus que é capaz de aperfeiçoar a natureza humana pela graça, obviamente, não precisa de uma câmara de tortura eterna. Nem qualquer ser humano de bem, julgaria alguém a ser torturado por um segundo, muito menos uma eternidade. O objetivo do encarceramento é corretivo e protecional, não uma irracional punição incessante. Portanto, a questão pertinente é: como pode qualquer ser humano entrar em um céu perfeito? Se os seres humanos podem entrar em um céu perfeito, é, apenas por terem sido aperfeiçoados pela graça de Deus, então, por qual motivo Ele não demonstraria essa graça a todos e todas? E, de fato, os profetas hebreus afirmaram que no final, Deus salvaria a todas as pessoas, todo o Israel, junto com o povo de Sodoma, Samaria e outras nações gentílicas. Muito antes do nascimento de Jesus, o Rei Davi (um assassino em massa que matava toda mulher quando "feria uma terra" e, ordenou o abate de coxos e cegos quando Jerusalém foi tomada pelos Jebuseus) disse que Deus simplesmente não lhe imputaria o pecado. Se seriais-kilers, como Moisés, Josué e Davi entrarão no céu, como a maioria dos cristãos acreditam, então por que não entrarão todos e todas? Se Deus é capaz de salvar pela graça, e nenhum ser humano pode salvar a si mesmo, seria a maior injustiça imaginar que qualquer ser humano fosse para o "inferno". Por outro lado, se Deus não é capaz de salvar, ninguém deveria chamá-lo de Salvador. Vocês toleram o que Moisés, Josué e Davi fizeram, quando assassinaram mulheres, crianças e deficientes, de acordo com a Bíblia?

De modo nenhum. Obviamente nós criamos o "inferno" na terra quando praticamos injustiças terríveis contra inocentes indefesos. Tenho feito o meu melhor para nunca prejudicar o próximo, emocionalmente ou psicologicamente. Enquanto pretendermos ser perfeitos, nunca nos aproximaremos remotamente dos atos malignos de Moisés, Josué e Davi. Se Deus os salvará pela graça, não vejo nenhuma razão para Ele não me salva também pela graça, para não mencionar as pessoas muito mais merecedoras, como Gandhi. Se Deus me salvou pela graça, mas se recusou a salvar um santo como Gandhi, seria o cúmulo da injustiça, e eu, preferiria deixar de existir do que saber que Gandhi iria sofrer interminavelmente. É possível que um homem mortal seja mais compassível do que Deus, ou tenha um sentido mais desenvolvido de justiça que Ele?

Se Deus é capaz de salvar pela graça, por que precisa da crença humana? Por que Deus não pode ter fé em si mesmo, mesmo que a fé humana fique aquém de uma fé perfeita? Se Jesus tinha fé em Deus, porque Deus não se satisfez com a fé dele, mesmo que minha fé vacile em face ao silêncio e ocultação perpétua de Deus? Como Jesus poderia aplaudir o bom samaritano, um homem de uma religião "errada" que mostrou compaixão por um homem da religião "certa", se ele próprio se recusa a ser um bom samaritano? Isso não faria de Jesus um hipócrita? Como Jesus poderia criticar os sacerdotes judeus que viraram as costas para o homem da parábola do bom samaritano, se vai virar as costas para os bons samaritanos de outras religiões e os que não tem religiões? Como Jesus poderia criticar as práticas hipócritas dos fariseus e, em seguida, praticar algo ainda mais cruel, a hipocrisia mais vil que se possa imaginar? A Parábola do Bom Samaritano coloca o dogma de lado para ajudar um homem necessitado. Jesus é um monstro hipócrita, ou existem terríveis falhas blasfemas no dogma cristão fundamentalista?

Felizmente, o Deus da Bíblia e seus profetas hebreus nunca disseram que alguém iria para o "inferno". Nem há qualquer menção de um lugar chamado "inferno", em qualquer um dos livros de São Paulo, o grande evangelista, ou no Livro de Atos, a história autorretratada da igreja primitiva cristã. "Inferno", foi uma adição muito tardia (e muito desajeitada) no Novo Testamento. "Inferno", foi adicionado a Bíblia por uma razão muito simples e óbvia, para forçar as massas inferiores, pobres e ignorantes a obedecer aos caprichos dos imperadores romanos. Mas os homens que desajeitadamente enfiaram o "inferno" na Bíblia são os Trapalhões da teologia, pois esqueceram de relatar o anuncio da criação ou finalidade do mesmo! Os homens que acrescentaram "inferno" na Bíblia de forma tão desajeitada, eram idiotas e maus. Por que alguém deveria acreditar em um sujeito desses? Como Deus pode ser considerado amoroso, compassivo, sábio e justo, se envia pessoas ao "inferno"? Ele se esqueceu de anunciar o inferno e, ainda não anunciou. Não há nenhum versículo na Bíblia que anuncie a criação do "inferno", seu objetivo, ou mesmo, como poderia ser evitado.

Isso faz algum sentido?

A maioria dos judeus nunca acreditaram em um "inferno eterno". Os primeiros cristãos e cristãs, também não parecem saber nada sobre o "inferno". O livro de atos registra os sermões de Pedro, Estevão e Paulo, palavra por palavra, mas mesmo quando Pedro e Estevão falaram diretamente com os homens que exigiram a morte de Jesus, apenas quarenta dias após a ressurreição, nunca mencionaram um "inferno eterno". Em todo o Livro de Atos, mesmo com a imprecisa tradução King James, existem apenas duas ocorrências da palavra "inferno", ambas, citações de Davi dizendo que Deus não deixaria sua alma no "inferno" (que para ele, nitidamente significa Sheol, sepultura). Nem Paulo nunca citou um lugar chamado "inferno", ou explicou quando, onde ou por que veio a existir, embora tenha dito que recebeu seu evangelho diretamente de Deus. Se Pedro, Estevão e Paulo não acreditavam no "inferno", por que qualquer cristão ou cristã acreditaria? Pedro foi o porta-voz dos apóstolos e o primeiro líder do cristianismo. Se ele não sabia sobre o "inferno", tendo sido do íntimo círculo de Jesus, então como pode haver um inferno, sendo jesus o próprio filho de Deus? Se Jesus tivesse acreditado em um "inferno eterno", certamente teria conversado com Pedro sobre isso. "Inferno" é a pista. "Inferno" é a chave. Ou o homem fez o "inferno", ou de alguma forma Deus anunciou inexplicavelmente todos os tipos de consequências temporais do pecado, enquanto que, invariavelmente, esqueceu-se de mencionar as consequências eternas, infinitivamente mais importantes.

Por que então, jovens e crianças são altamente puncionados e ensinados a acreditar na mais sórdida de todas as criações humanas, o "inferno" eterno, enquanto simultaneamente são levadas a ignorar os melhores, mais esperançosos e gloriosos versos da Bíblia?

Muitos dos primeiros cristãos e cristãs parecem ter sido universalistas. Acreditavam que Deus iria salvar a todas as pessoas, e reconciliar todas as coisas para si mesmo, até o próprio Satanás. Nos primeiros dias da igreja cristã, desde as cartas que temos pôr e sobre os pais da igreja, como Origenes, não há nenhuma indicação que tal crença fosse considerada herética. Origenes e outros universalistas foram acusados de heresias, mas o universalismo não foi uma das causas. Portanto, o universalismo parece ter sido uma doutrina aceita na igreja cristã primitiva. Depois de várias centenas de anos, a maré parece ter virado e o dogma de um "inferno" eterno tornou-se firmemente estabelecido. Mas sempre teve base muito instáveis. Se Deus alguma vez falou com qualquer ser humano, e, nenhuma de suas palavras nunca foram registradas na Bíblia, certamente Ele teria avisado aos homens de forma inequívoca sobre tal existência. Por outro lado, se Deus não falou com os profetas hebreus, como podem suas profecias proclamar Jesus como Messias? Certamente as duas coisas devem andar de mãos dadas. Poderiam os profetas estarem certos sobre Jesus e, errados sobre Deus, salvação, a capacidade de Deus agir sem a fé ou obras humanas e o destino eterno da humanidade? Ou Deus falou com os profetas hebreus e não deu nenhuma razão para temer um local de sofrimento eterno, ou a Bíblia é opinião de homens, caso haja alguma razão para temer uma invenção de sua imaginação hiperativa. Mas como pode a Bíblia ser a palavra de Deus e ainda ficar em silêncio sobre o assunto mais significativo de todos: o fato de uma criança poder nascer, e depois de algum indeterminado tempo (que nunca foi explicado "idade da razão"), ser remetida para o "inferno" eterno, sem Deus ter identificado o lugar ou explicado sua finalidade e relatado como ele pode ser evitado?

Hoje, o cristianismo fundamentalista reivindica uma série de coisas contraditórias. Ele confessa que Deus pode salvar o ladrão na cruz ou um homem em seu leito de morte, inteiramente pela graça. Isso significa que Deus pode salvar qualquer pessoa em qualquer momento. Ele diz que Deus é o único salvador. Diz que ninguém pode salvar-se. Diz que Deus não faz acepção de pessoas. Mas também diz que Deus salvará apenas uns "poucos escolhidos", enquanto bilhões de almas serão jogadas, como "joio", em uma fogueira eterna. Mas se essas coisas são verdadeiras, que ninguém pode salvar-se, no entanto, Deus poderia salvar qualquer pessoa que quisesse, então por que Deus salvou o ladrão na cruz, e não a Alan Turing (homossexual que salvou milhões de pessoas durante a segunda guerra)? Se a salvação é pela graça, um dom, então por que Deus dá o dom livremente a uma pessoa e não a outra? Isso faria com que Ele não só fizesse acepção de pessoas, mas fosse cruel e um monstro injusto. Parece que os cristãos e cristãs devem fazer uma escolha. Será que acreditam que Deus é amor, que a salvação é pela graça, e que Jesus Cristo é o Salvador do mundo? Será que realmente acreditam na graça de Deus e na salvação de Cristo? Ou será que acreditam que Deus é um monstro, que concede felicidade eterna a alguns seres humanos imperfeitos, enquanto joga outros fora como palha sem nenhum valor? Sim, há versos no Novo Testamento, mas quem os escreveu? Terá sido Deus ou o ser humano? Queremos acreditar em um Deus que chama qualquer ser humano, nossas mães, pais irmãos e joga fora nossos filhos?

A Bíblia, não é completamente "infalível", o que significa que existem partes que não são inspiradas. Poderíamos tomar cada palavra dela, literalmente? Então, poderíamos amarrar pedras em crianças e jogá-las na água quando se mostrarem teimosas; ou, cometer genocídio; mandar matar bebês; e, em seguida matar as mulheres que não fossem mais virgens, e ainda, tomar as virgens como escravas sexuais? No Novo Testamento, no evangelho de Lucas, Jesus profetizou que não restaria daquele lugar, pedra sobre pedra, mas o muro das lamentações está de pé até hoje e, continua como símbolo de esperança para todos os judeus. Outras pedras do templo também foram descobertas por arqueólogos, e ainda estão umas sobre as outras. De acordo com o Novo Testamento, Paulo não permite que as mulheres falem na igreja, mas, obviamente que ele permitiu, pois em outras passagens ordenou mulheres diaconisas. Houve uma mulher, Júnias, que se distinguiu entre os apóstolos. Como elas oravam e atuavam como diaconisas e apóstolas se não estavam autorizadas a falar? Em um verso sobre o censo realizado por Davi, diz que Deus endureceu o coração de Davi para realizar o censo (2 Samuel 24:1). Em outro verso, sobre o mesmo censo, diz que Satanás endureceu o coração de Davi (1 Crônicas 21:1). A menos que Deus fosse Satanás, haviam dois escritores diferentes da Bíblia, com diferentes crenças. Um dos escritores acreditava que Deus criou "felicidade e angústia", já que o censo levou a morte de milhares de pessoas. O outro, argumentou que Deus é bom, e, portanto, não poderia ser responsável por causar a morte de pessoas inocentes, então, ele mudou a responsabilidade da "incitação" para um cara nunca antes mencionado, Satanás. (A citação do senso em 1 Crônicas 21, contém a primeira menção a um ser chamado Satanás na Bíblia, depois dos relatos de milhares de anos de cronologias em que ele nunca foi mencionado). A Bíblia esta cheia de tais contradições e enigmas. Ela nos diz que é uma vergonha para o homem ter cabelo comprido. Porém, os homens consagrados a Deus, os Nazireus, não cortavam o cabelo. Como tais flagrantes de contradições entraram na Bíblia? A resposta é bem simples. A Bíblia foi escrita e copiada por muitos homens, durante um longo período de tempo. A pessoa que escreveu sobre as pedras do templo, escreveu provavelmente em algum lugar da Grécia. Ele tinha ouvido falar na nivelação de Jerusalém, o que era quase verdade, pois a destruição tinha sido enorme. Mas não chegou a ver Jerusalém por si mesmo. Então, ele cometeu um erro, pois debaixo dos escombros, algumas pedras do templo ainda estavam de pé, umas em cima das outras, e, até hoje. A pessoa que disse que era uma vergonha para o homem ter cabelo comprido, provavelmente nunca tinha ouvido falar dos Nazireus, homens como Sansão e Samuel, pois estava escrevendo a milhares de milhas de Israel. É bem possível que João Batista, que batizou Jesus, fosse um Nazireu. O próprio Jesus é normalmente apresentado com cabelos longos. Mas, em qualquer caso, se Deus repugna homens que tem os cabelos longos, não faz sentido da parte dEle, nos dar algo, que precisemos tirar para não o ofender. Quem sabe se "cabelo comprido" significa seis polegadas, talvez doze, dezoito, etc? Talvez o melhor dilema seja os cristãos e as cristãs decidirem quais versos devem acreditar ou ignorar. 

Devo colocar o medo de lado, uma vez que o perfeito amor lança fora o medo, ou devo trabalhar minha situação com temor e tremor? Deve o meu filho se circuncidar, como a maioria dos meninos nascidos de pais judeus, ou deveria seguir o conselho de Paulo e evitar a circuncisão, uma vez que coloca os cristãos de volta sob a lei? Devo me batizar pelos mortos (1 Coríntios 15:29), que o Novo Testamento cita, mas não explica? Dizem que a mulher deve manter a cabeça coberta "por causa dos anjos" (1 Coríntios 11:10). Os anjos têm cabelos de mulheres? Não os desenham assim. A verdade é que ninguém vive a Bíblia de forma literal, pois é impossível para nós. Existem nela, muitas coisas contraditórias. Os cristãos e as cristãs devem escolher onde devem prestar atenção. Como posso vencer o mal com o bem, se devo colocar uma pedra no pescoço de meu filho se ele for teimoso, ou me xingar? Como posso acreditar que Deus é amor e, também acreditar que Ele ordenou o assassinato de mulheres e crianças? Como posso acreditar que Deus é o mesmo ontem, hoje e sempre, quando vejo em vários momentos na Bíblia, Ele exigir compaixão e justiça, mas também ordena ou tolera a escravidão, a limpeza étnica, genocídio, afoga todos os animais da terra por causa do pecado do ser humano, endurece os corações dos homens e mulheres para o pecado, resultando em milhares de mortes, e, se enfurece quando as pessoas se queixam de sede e fome? Como conciliar Jeremias 48:10: "maldito aquele que retém a sua espada do sangue", com Ezequiel 22:13, que condena o derramamento de sangue no meio de Israel?

Muitas pessoas dizem: "Deus ama você" e que Ele ama "todas as pessoas". Dizem que: "Você não pode si salvar", "Jesus morreu pelos seus pecados, levando seu castigo em si mesmo". A conclusão lógica de tudo isso seria a de que Jesus fez o que eu era incapaz de fazer, e desde que ele levou meu castigo, estou salvo e livre para viver sem medo do castigo que Jesus carregou em meu lugar. Mas é certo que isso não é o que a maioria dos fundamentalistas realmente acreditam. Eles/elas não acreditam na "salvação pela graça", pois não permitem que as pessoas que "vivem no pecado" e pessoas LGBT sejam membros de suas igrejas. Não faz sentido qualquer igreja terrena barrar as pessoas que Deus gostaria de receber no céu. Não faz sentido Deus salvar os heterossexuais pela graça, e não salvar os homossexuais. Ninguém que já participou de uma igreja se achou perfeito ou perto da perfeição. Então, como podem essas pessoas imperfeitas afirmarem que são capazes de entrar no céu, mas as outras imperfeitas não? A religião não faz sentido, e nunca fará, enquanto os seres humanos imperfeitos insistirem em condenar outros seres humanos imperfeitos ao "inferno". A fim de entrar em um céu perfeito, uma dessas duas coisas deve acontecer: ou (1) a natureza humana deve ser aperfeiçoada, ou (2) A natureza do céu deve ser tamanha que ninguém pode causar qualquer sofrimento a outra pessoa. Em qualquer caso, não há necessidade de "inferno". A questão para os cristãos que consideram a fé essencial para a salvação, se trata na fé em Jesus que os salvou, ou na fé de Jesus em Deus? Desde que a fé humana raramente ou nuca resulta em milagres aqui na terra, gostaria de sugerir aos cristãos e cristas que querem acreditar em um Deus perfeito, um Jesus perfeito e em um céu perfeito, colocarem sua confiança na fé de Jesus em Deus, e retirar a pretensão de que qualquer igreja terrena possa engarrafar e vender o amor e a graça divina como um perfuma barato.

Outros Versos Interessantes
O Senhor é bom para todos, e sua compaixão é sobre tudo o que Ele fez. Todas as tuas obras o louvarão, ó Senhor, os teus santos te bendirão!" (Salmo 145:9-10).
"E toda carne verá a salvação de Deus" (Lucas 3:6).
"Aniquilará a morte para sempre, e assim, o Senhor Deus enxugará as lágrimas de todos os rostos" (Isaías 25:8).
 "E eu, quando for levantado da Terra, todos atrairei a mim" (João 12:32).
"Estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem anjos, nem os principados, nem o presente, nem o porvir, nem altura, nem profundidade, nem qualquer outra criatura poderá nos separará do amor de Deus" (Romanos 8:38-39).
"Visto que a morte veio através de um só ser humanos, a ressurreição dos mortos veio também através de um só ser humano. Porque, assim como todos morreram em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo" (1 Coríntios 15:21-22).
"Em verdade vos digo que todos os pecados serão perdoados aos filhos dos homens, de toda sorte de blasfêmias, com que blasfemarem" (Marcos 3:28).
"Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo a todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida" (Romanos 5:18).
"Porque Deus encerrou a todos debaixo da desobediência, para com todos usar de misericórdia" (Romanos 11:32).
"meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; mas, se alguém pecar, temos um advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo. E Ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo mundo" (1 João 2:1-2).
"No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo" (João 1:29).
"A ti, ó Deus espera o louvor em Sião, e a ti se pagará o voto. Ó tu que ouves as nossas orações, a ti virá toda a carne. Prevalecem as iniquidades contra mim, porém tu limpas as nossas transgressões" (Salmo 65:1-3 Salmo de Davi).
"Misericordioso e piedoso é o Senhor, longânimo e grande em benignidade. Não reprovará perpetuamente, nem para sempre reterá a sua ira. Não nos tratou segundo os nossos pecados, nem nos recompensou segundo as nossas iniquidades" (Salmo 103:8-11).
"Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse dele, contudo eu não me esquecerei de ti" (Isaías 49:15).
"não farei cair a minha ira sobre ti; porque misericordioso sou; diz o Senhor, e não conservarei minha ira para sempre" (Jeremias 3:12).
"E há de ser que, depois derramarei meu espírito sobre toda a carne..." (Joel 2:29).
"Não temais, porque eis aqui vos trago novas que será de grande alegria, que será para todas as pessoas" (Lucas 2:10).
"Ora, Deus não é Deus de mortos, mas de vivos, porque para ele vivem todos" (Lucas 20:38).
"E diziam a mulher: Já não é pelo teu dito que nós cremos; porque nós mesmos os temos ouvido, e sabemos que este é verdadeiramente o Cristo, o Salvador do mundo" (João 4:42).
"O que convém que o céu contenha até aos tempos da restauração de tudo, dos quais Deus falou pela boca de todos os seus santos profetas, desde o princípio" (Atos 3:21).
"porquanto com amor eterno te amei, por isso com benignidade te atraí" (Jeremias 31:3).
"Conhecei ao Senhor, porque todos me conhecerão, desde o menor até o maior deles, diz o Senhor; porque lhes perdoarei a sua maldade, e nunca mais me lembrarei dos seus pecados" (Jeremias 31:34).
"Renovam-se a cada manhã; grande é a tua fidelidade. O Senhor é a minha porção, por isso vou esperar por ele... Os homens não serão rejeitados pelo Senhor para sempre. Embora tragam dor, Ele mostrará compaixão, tão grande e infalível é o seu amor" (Lamentações 3:22-32).

Fonte: www.thehypertextys.com.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

OS HIPERTEXTOS: A EXISTÊNCIA DO INFERNO PARTE II


No texto passado vimos que o inferno não existe, de uma forma simples e sensata, baseada na Bíblia. Neste texto, trabalharemos mais a parte dos livros, capítulos e versículos que tratam sobre o "inferno".
 
Chad Holtz, pastor metodista que foi convidado a deixar sua congregação rural na Carolina do Norte depois de questionar o dogma cristão do "inferno eterno", fez observações positivas sobre o best-seller Love Wins, escrito por Rob Bell (outro pastor que questiona o inferno). Bell foi notícia em 25 de abril de 2011 na revista Time com a matéria " What If There's No Hell?". Holtz concordou em deixar a igreja em uma ação que intitulou de "divorcio". Em uma revista on-line Holt diz: "Fazemos essas cambalhotas para justificar o deus monstro em que acreditamos... Eu, realmente serei salvo só porque acredito em algo, enquanto todas estas pessoas boas do mundo não serão?".

Lembre-se, Holtz não está afirmando que Deus é um monstro. Ao invés disso, ele está apontando que o cristianismo fundamentalista faz Deus parecer um monstro, alegando que Ele condenará milhões de pessoas a um "inferno eterno" por não "acreditarem" em Jesus, quando poderia simplesmente salvá-las pela graça. Mas como pode um Deus que opta por permanecer escondido exigir a crença humana? É manifestamente injusto. Se um homem se recusa a se apresentar a outras pessoas, mas logo em seguida, as torturam por não "crerem" nele, devemos prendê-lo e jogar a chave fora. Mas como pretendo mostrar, se você concordar comigo, a própria Bíblia contradiz a ideia de que Deus afirma que alguém vai para um "inferno eterno". De fato, se lermos a Bíblia cronologicamente, desde o início do Gênesis até o fim do livro de Atos (a história da igreja primitiva), não encontraremos um único versículo em que Deus, Jesus, os profetas hebreus ou qualquer outro apóstolo mencione um lugar chamado "inferno".

Isto é verdade porque as palavras Sheol, Hades e Gehenna não significam "inferno". A palavra hebraica Sheol significa nitidamente "a sepultura" ou "a morada de todos os mortos, bons e maus". A palavra grega Hades significa a mesma coisa. Geena é um vale em Israel, e não "o inferno".

De acordo com a Bíblia, o "inferno" não preexistiu e nunca foi criado. Será que pessoas mal-intencionadas começaram a condenar outras pessoas para o "inferno" em nome de Deus? Sim, elas fizeram. Mas, a colocação dos versos infernais na Bíblia aconteceu de forma desajeitada, pois, esqueceram de inserir versos fictícios anunciando a criação do "inferno". Tal erro colossal só poderia ter sido feito por homens falíveis, não por um Deus completamente sábio.

Se considerarmos a Bíblia como um todo, a partir de vários ângulos, torna-se óbvio que o "inferno" foi criado por seres humanos, não por Deus. Onde existe qualquer versículo na Bíblia que anuncie nitidamente a criação ou finalidade do "inferno"? Não existe tais versos na Bíblia. A Bíblia é completamente e absolutamente silenciosa sobre o evento mais importante da história da humanidade (se ele realmente existiu): a criação de um lugar chamado "inferno", e, a mudança da pena final de morte para a condenação eterna.

Como poderia um Deus amoroso, sábio e justo criar um "inferno eterno" e nunca o mencionar uma única vez a sua criação e finalidade a qualquer um de seus profetas ou apóstolos? Como Deus poderia causar ou permitir o sofrimento de bilhões de pessoas por toda eternidade, sem que elas soubessem nada sobre a Bíblia, Jesus ou "inferno"? Por que Deus salva "alguns poucos" escolhidos pela graça, e nega qualquer possibilidade de graça para bilhões de pessoas que nunca ouviram falar de Jesus?

Na época de Jesus e Paulo, "todo mundo" significava o Império Romano: uma estreita faixa de cidades, vilas e aldeias que beiravam o Mar Mediterrâneo. Os primeiros cristãos não sabiam nada sobre vastos continentes, que ainda não haviam sido descobertos e explorados por 1500 anos, ou mais: América do Norte, América do Sul e Austrália. Eles não sabiam nada sobre a China, Japão, Sudeste da Ásia, América Central, África do Sul, Rússia e outro milhares de ilhas distantes. Quando eles prometeram pregar o evangelho a "todo mundo", não tinham ideia do que realmente isso implicava. Então, o que aconteceu com os bilhões de seres humanos que viveram e morreram, sem saber nada sobre a Bíblia e Jesus? Se Deus condenou todos ao "inferno", isso o faria tremendamente injusto, e, portanto, não qualificado para julgar os seres humanos.

Através dos séculos, os cristãos têm difamado e blasfemado o nome de Jesus, com estupros, escravização e assassinatos de pessoas de outras religiões, como esperar que essas pessoas "acreditem" em Jesus? No caso de uma menina judia que foi estuprada, torturada e assassinada pelos cristãos alemães durante o Holocausto, será se ela sofreria eternamente por não se converter a sua religião? Deus me perdoe!

Acredito que Holtz tocou em um ponto importante: Um ponto raramente abordado pelos cristãos. Se Jesus irá causar ou permitir que, Mohandas Gandhi e as vítimas do Holocausto judeu, sofram por toda eternidade, quando a Bíblia cristã diz nitidamente que Jesus é o único Salvador e, que os seres humanos não podem salvar a si mesmos, isso não faria de Jesus um monstro? Se o Deus onisciente criou os seres humanos prevendo que de antemão muitos iriam sofrer por toda eternidade, isso não faria dele um monstro? E, as mães cristãs, que acreditam no "inferno", como podem dar a vida a bebês que podem acabar no "inferno", isso não as torna monstros?

O horror do cristianismo baseia-se no inferno: ele transforma Deus, Jesus e as mães cristãs em monstros, dispostas a jogar uma roleta eterna com as almas das crianças inocentes.

E o que aconteceria com as mães que fossem forçadas a escolher entre Jesus e seus próprios filhos? Poderia uma boa mãe viver feliz no céu com Jesus, sabendo que seus filhos estavam sofrendo eternamente, apenas por Jesus se recusar a guardá-los, enquanto foi capaz de salvar um ladrão na cruz, apenas com um aceno de cabeça? Certamente apenas as mães más permaneceriam no céu! Todas as boas e amorosas iriam amaldiçoar Jesus e fariam uma tempestade no céu para estar com seus filhos. Elas certamente não adorariam ou elogiaram o egomaníaco e mesquinho, que exige a crença sem nunca se preocupar em se apresentar a seus filhos pessoalmente!

Por favor, tenham em mente que não estou chamando Jesus de egomaníaco e mesquinho. São os fundamentalistas que transformaram Jesus em um monstro, com sua teologia bizarra, não eu. Sou um fundamentalista em recuperação, que não blasfema o nome de Jesus, acusando-o de salvar os cristãos por "graça", enquanto condena santos de outras religiões e ateus a um "inferno eterno". Ironicamente, a maioria dos ateus, agnósticos e outros não-cristãos, têm opiniões muito mais elevadas sobre Jesus, do que os que o acusam de ser tão mesquinho, injusto e demasiadamente cruel. Gandhi e Einstein, admiravam muito Jesus, embora não "crescem" nele no sentido ortodoxo. Mas pelo menos não o acusavam de causar ou permitir que milhares de milhões de almas sofressem por toda eternidade. A maioria dos muçulmanos acreditam em Jesus, e, têm uma boa opinião sobre ele, mas não acreditam que ele envia pessoas para o "inferno" por não "crerem" nele.

Ironicamente, as pessoas com as piores opiniões, as mais vis sobre Jesus, são os cristãos que fingem "amá-lo" e "admirá-lo", afim de se salvarem, enquanto dizem que o resto do mundo é o diabo. Como pode alguém que "ama" ser capaz de provocar ou permitir que seus entes queridos sofram por toda eternidade? Isso seria como fingir "amor" e "admiração" a Hitler durante o Holocausto, a fim de escapar das torturas nas mãos dos nazistas. É certo que o impulso condicionante seria o medo, não o amor. A Bíblia diz que o amor perfeito lança fora o medo, porque o medo produz tormento. Devo acreditar no amor perfeito de Deus, ou em um inferno que não produza nada, além de tormento? Como veremos juntos, existem muitos versículos na Bíblia que contradizem completamente a ideia de que Deus irá punir alguém por toda eternidade, ou, deixar de salvar alguém no final. Aqui estão alguns deles:

Em verdade vos digo que, os publicanos e as meretrizes entrarão no reino dos céus antes de vós (Mateus 21:31). Pense nisso: Jesus se comungou com os excluídos da sociedade, bebia vinho e festejava com eles, e, reservava praticamente quase toda sua crítica para os "espiritualistas religiosos", que não conseguiam ser hospitaleiros com os "pecadores". Hoje os cristãos fundamentalistas desprezam prostitutas, LGBT e quaisquer outras pessoas que não cumpra seus "elevados padrões morais", enquanto sua autojustiça faz o resto de nós ranger os dentes. Mas jesus disse nitidamente que o amor e a compaixão eram os reais padrões morais. (Os profetas e Jesus também disseram que o "pecado de Sodoma" foi a autojustiça e uma enorme falta de hospitalidade, não a homossexualidade, que, ironicamente, faria conservadores cristãos, inóspitos sodomitas por rejeitarem as pessoas LGBT). Jesus também disse que o primeiro seria o último, e o último o primeiro. Ele estava só jogando conversa fora, ou realmente quis dizer isso? O versículo acima quis dizer que ninguém será excluído do reino dos céus, e, certamente não faz uma apologia a uns "poucos escolhidos" que herdam o reino dos céus às custas de pessoas que Ele despreza. 

Aniquilará a morte para sempre, e assim enxugará o Senhor Deus as lágrimas de todos os rostos. (Isaías 25:).

Sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno [morte], não prevalecerão contra ela. (Mateus 16:18). A maioria das cercas de cem milhões de pessoas que viveram aqui na terra morreram sem ler a Bíblia, ou nada souberam sobre Jesus. Se a maioria da humanidade acabar indo para o "inferno", certamente, as portas do inferno prevaleceram, e, Jesus será mais um inepto e fracassado Messias. Como Jesus pode ser Salvador do mundo, a menos que todo o mundo seja salvo?

Pois para este fim é que trabalhamos e somos injuriados, pois confiamos no Deus vivo, que é salvador de toda humanidade, especialmente dos fiéis. (1 Timóteo 4:10). Este é apenas um, dos muitos versículos na Bíblia que dizem que toda humanidade será salva, e que Deus será tudo em todos (e não "tudo em alguns" ou "tudo em poucos escolhidos" auto proclamados). Paulo diz que todo Israel será salvo, concordando com o profeta Ezequiel, que também disse que as nações dos gentios, incluindo Sodoma, seria salva no final. Paulo disse que as diferentes pessoas, seriam salvas em estágios e momentos diferentes, com Jesus sendo a primícias da ressurreição. Os cristãos fundamentalistas ignoram os melhores versículos da Bíblia, para se concentrarem estritamente nos piores. Por que? Se não podemos acreditar nos melhores versos, porque acreditar nos piores?

Pois assim com em Adão todos morrem, assim também em Cristo todos serão vivificados (1 Coríntios 15:22), sabemos que todos os seres humanos morrem; mas, este versículo diz nitidamente que "todos" serão vivificados em Cristo. Há muitos desses versos, tanto no Antigo, quanto no Novo Testamento.

Toda a carne verá a salvação de Deus (Lucas 3:6).

Estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem o presente, nem o futuro, nem as potestades, nem altura, nem a profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus. (Romanos 8:38-39).

Eu vos amei com um amor eterno, te atraí com benevolência. (Jeremias 31:3). Em sua epifania do Amor Divino em 1 Coríntios 13, Paulo diz que o amor nunca desiste, mas preserva em todas as coisas, e, nunca falha, que soa como o amor das melhores mães humanas. Mas a Bíblia insiste que o amor de Deus ultrapassa o amor humano, então, como as mães humanas podem exceder Deus com seu amor incondicional?

Porventura uma mãe pode esquecer-se tanto de seu filho que cria, que não se compadeça dele, do filho de seu ventre? Mas ainda que está se esqueça dele, eu não esquecerei de ti. (Isaías 49:15). Este versículo compara o amor de Deus com o amor de uma mãe humana. Será que alguma mãe amorosa pode torturar seu filho por um segundo? Muito menos por toda eternidade. Não, o único sofrimento que ela pode permitir é o de reparação, tal como: uma cirurgia para corrigir um defeito de nascença. E, mesmo assim, agonizaria com seu filho. 

Meus filhinhos, estou escrevendo estas coisas para vocês, para que não pequeis; mas, se alguém pecar, temos um advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo. E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo mundo. (1 João 2:1-2).

O qual convém que o céu receba até os tempos da restauração de tudo, dos quais Deus falou pela boca de todos os seus santos profetas, desde o princípio. (Atos 3:21). Em seu segundo sermão, depois do Pentecostes, Pedro afirmou que a ressurreição de Jesus era o cumprimento das profecias de todos os profetas, desde o começo do mundo. Qual foi sua mensagem, de acordo com o primeiro grande pregador do cristianismo? Que Deus vai reconciliar todas as coisas para si mesmo, e, assim, seja tudo em todos. 

Em verdade vos digo: Todos os pecados serão perdoados aos filhos dos homens, e toda sorte de blasfêmias, com que blasfemarem. (Marcos 3:28).

Portanto, assim como a transgressão de um homem levou a condenação para todos, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida. (Romanos 5:18).

...Todos eles me conhecerão, desde o menor até o maior, diz o Senhor; porque lhes perdoarei a maldade, e nunca mais me lembrarei de seus pecados. (Jeremias 31:34).

A palavra "céu" aparece mais de 600 vezes na Bíblia. Mas, como veremos em conjunto, a palavra que significa "inferno" (Tártaro), aparece apenas uma vez na Bíblia, e, não é para os homens, mas, para os anjos caídos que aguardam julgamento, e não é "eterno".

Existe alguma maneira de conciliar o evangelho de Paulo da salvação pela graça, por meio da fé, com um Deus amoroso? Sim, mas não é uma solução muito simples. Devido à natureza da língua grega, quando Paulo fala de Jesus e da fé, poderia estar falando da fé de Jesus em Deus Pai, e, não da dos cristãos em Jesus. Então, não a nenhuma razão para que os cristãos sugiram que Jesus iria mandar meninas judias, que sofreram durante o Holocausto, para o "inferno eterno". Os cristãos poderiam simplesmente confiar na fé de Jesus para salvar a todos. Esta solução simples reconcilia o evangelho de Paulo, com um Deus que é amoroso, compassivo, sábio e justo. Não há "justiça" se Deus salvar cristãos cuja as ações levam outras a não acreditarem em Jesus, e, por isso, mandá-las para o "inferno". Se a única maneira dos seres humanos serem salvos for pela graça de Deus, e, se a fé se faz necessária para ativar essa graça, então, a solução perfeita seria que a perfeita fé de Jesus ativasse a graça de Deus. Isso seria como a fé de um filho em seu pai, ou como a fé de Deus em si mesmo. Se Jesus é capaz de salvar os seres humanos apenas com um aceno de cabeça, por que não salvar a todos? Se ele é incapaz de salvar os seres humanos, por que chamá-lo de Salvador? Jesus é o Salvador soberano, ou um "ajudante" inepto que não pode salvar ninguém, a menos que eles façam todo o trabalho duro? Jesus salva os seres humanos soberanamente pela graça divina, ou nós próprios temos que fazer todos os tipos de coisas difíceis para ganhar o direito de entrar no céu? Como seu jugo pode ser leve, se nós temos que fazer o trabalho pesado? Se nenhum cristão alcança a perfeição nesta vida, como pode qualquer um deles entrar em um céu perfeito, a menos que Deus aperfeiçoe sua natureza? Se a natureza de uma pessoa pode ser aperfeiçoada, e, Deus é capaz de salvá-la, por que eu deveria me opor? Mas se Deus pode aperfeiçoar a natureza humana, obviamente não precisa de "inferno". Se Ele não poder aperfeiçoar, como alguém seria salvo?

Mais algumas razões para não se acreditar no inferno:

  • O "inferno" não era um ensinamento bíblico, mas um mito grego pagão;
  • Jesus zombou da visão grega pagã de pós vida (que tinha sido adotada pelos fariseus) na parábola do Rico e Lázaro;
  • Os gregos tinham um mito que o céu (Campos Elísios) e o inferno (Tártaro) fossem separados por um abismo, e, que o "abençoado" e o "condenado" não poderiam conversar cara a cara;
  •  Este é nitidamente um lugar bizarro, ridicularizado por Jesus em sua parábola;
  • Como o céu seria alegre se as pessoas pudessem ver outras pessoas sofrendo?
Jesus disse que nós podemos conhecer as pessoas pelos frutos que elas produzem. Qual o fruto traz essas igrejas fanáticas, além da intolerância e da lavagem cerebral através de uma tortura emocional, psicológica e espiritual, quando mostram um Deus cruel que condena milhares de seres humanos ao "sofrimento eterno", quando podia salvá-los pela graça?
Um dos melhores momentos para não se crer no "inferno" está no primeiro sermão registrado de Jesus em Lucas 4:14-21. De acordo com Lucas, quando Jesus prega seu primeiro sermão, ele cita Isaías 61:1-2, mas para de ler quando chega na parte sobre a vingança de Deus. O Deus do A.T. foi muitas vezes arrogante, petulante, ciumento, injusto, vingativo, assassino e cheio de "ira". Ele e seus profetas (Moisés, Josué, Calebe entre outros), ordenaram o racismo, a escravidão, sexismo, matricídio, infanticídio, limpeza étnica e genocídio. É possível que Jesus, homem compassivo e de paz, não acreditasse que essas representações de Deus fossem precisas? Se os seres humanos são instruídos a não deixar o sol se pôr sobre sua ira, Deus deveria abrigar sua ira por toda eternidade?
A terrível ideia de que Deus vai queimar milhares de seres humanos no "fogo eterno", levou os cristãos a queimar "hereges", aqui na terra. Afinal, se Deus planeja queimar as pessoas para sempre, o que importa se os cristãos derem uma mãozinha? Quanto medo, raiva e amargura causou o dogma do inferno instalado nos cristãos ao longo dos tempos? O resultado foi uma série de Cruzadas sangrentas, inquisições e caça às bruxas. Hoje, os cristãos fundamentalistas fazem a mesma coisa espiritualmente, quando condenam LGBT e não-cristãos ao "inferno" em nome de Deus e de Jesus. Enquanto umas pessoas crescem mais elucidados e escolhem acreditar em um Deus bom, ou não crer em Deus, os cristãos fundamentalistas parecem cada vez mais primitivos e grotescos em suas crenças. São Deus e Jesus fanáticos intolerantes, ou o cristianismo fundamentalista se tornou uma outra religião da idade da pedra?

Paulo falou que todo Israel seria salvo (Romanos 11:26), como também disseram os profetas hebreus, que, até mesmo Sodoma seria restaurada. Sodoma não era parte de Israel, e, nenhum habitante de Sodoma era hebreu, com exceção de Ló e sua família (que fugiram da cidade antes de ser destruída). Então, Sodoma era uma cidade gentílica. E, no entanto, segundo a Bíblia, Sodoma e outras nações não hebraicas, tais como: Moabe, Elão, Amon e Samaria seriam restauradas juntamente com Israel. Ezequiel 16:53 diz: "Eu mudarei a sorte de Sodoma e suas filhas e de Samaria e suas filhas e a sorte junto delas". Assim, a restauração de Israel estava ligada à restauração de outras nações gentílicas. Como esta restauração acontece? Em Ezequiel capítulo 37, fala na famosa visão do "vale dos ossos secos". Deus mostra a Ezequiel que iria ressuscitar toda a casa de Israel, "a eterna anfitriã". E diz Deus que os israelitas iriam crer nele depois que lhes desse uma nova vida, mas não antes disto. Isto contradiz o dogma cristão fundamentalista de que a crença humana em Deus é necessária nesta vida. Em nenhum lugar do A.T., nem Deus, nem os profetas dizem que Ele é limitado pela fé humana. Se os cristãos querem que sua fé esteja de acordo com o A.T., devem considerar o fato de que os mesmos profetas que falaram do Messias, também falaram da reconciliação e restauração de todas as coisas como sendo inteiramente obra de Deus, não do homem. Os profetas hebreus disseram que Deus iria salvar os seres humanos, apesar de sua falta de fé e de obras. O Deus do A.T., nitidamente não precisa da fé e das obras dos seres humanos para reconciliar todas as coisas a si mesmo. Paulo concordou com Ezequiel que todo o Israel será salvo. Mas há versículos na Bíblia que apontam a restauração de Israel ligada as nações gentílicas, incluindo Sodoma. Existem muitos versos na Bíblia que descrevem nitidamente a salvação universal. Por exemplo, em seu segundo sermão após o Pentecostes, ao falar com os homens que recentemente haviam exigido a crucificação de Jesus, Pedro diz: "A restauração de todas as coisas, dos quais Deus falou pela boca de todos os seus santos profetas, desde que o mundo começou" (Atos 3:21). E, não há nenhuma menção de alguém condenado ao "inferno" em todo o livro de Atos (A história da igreja cristã primitiva). Se os seres humanos que assassinaram Jesus não foram ameaçados de "inferno", por que tantos cristãos condenam tantas pessoas ao "inferno" hoje, por terem relações sexuais ou por serem LGBT? Isso faz algum sentido? Em que dimensão amar leva alguém a sofrer por toda eternidade? Se Deus pode perdoar os homens que mataram Jesus, porque não pode perdoar jovens amantes que seguem seus corações?

Se o livro de Atos é autêntico e preciso, parece que os primeiros cristãos não estavam condenando ninguém ao "inferno". Quando Estêvão é morto pelos mesmos homens que mataram o Salvador apenas algumas semanas antes, ele repete as palavras de Jesus, pedindo que seus assassinos fossem perdoados, pois eles não sabiam o que estavam fazendo. Foram os assassinos de Jesus e Estêvão perdoados, apesar de sua falta de fé? Se assim for, por que alguém deveria ir para o "inferno" por ter relações sexuais, independentemente de que acreditem ou não? Se não, Deus ignorou os pedidos de Jesus e Estêvão? Por que Deus salva assassinos e manda jovens amantes ao "inferno eterno"? Por que Deus salvou os cristãos brancos que praticaram limpeza étnica e genocídio contra os nativos americanos, fazendo-os andar sobre uma trilha de lágrimas, e ainda envia pessoas LGBT ao "inferno eterno"? Por que Deus salva os cristãos brancos que possuíram escravos e os tratava como animais, muitas vezes separando a mãe dos filhos, e não salvou os escravos que tinham outra religião? Fascistas cristãos, como: George Washington, Thomas Jefferson e Andrew Jackson (todos possuíram escravos) e nazistas cristãos vão para o céu, enquanto homens de paz como Gandhi e Einstein vão para o "inferno"? Se Deus é capaz de aperfeiçoar a natureza de cristãos que estão longe de serem anjos neste planeta, porque não pode fazer o trabalho muito mais fácil de aperfeiçoar anjos humanos, como Gandhi? De acordo com a Bíblia, Moisés, Josué e Davi abateram mulheres indefesas, crianças e deficientes em orgias sangrentas de limpeza étnica e genocídio. Se estes assassinos em massa estão no céu, como praticamente todos os cristãos acreditam, por que alguém deveria ir para o "inferno"? Davi foi o Hitler judeu. Se ele pôde entrar no céu, por que alguém não pode? Davi disse que Deus poderia simplesmente optar por não imputar o pecado, o que significa que ele acreditava na salvação pela graça, muito antes da época de Jesus e Paulo.

Há uma boa razão para se duvidar que os primeiros cristãos condenavam outras pessoas ao "inferno". A falta de quaisquer debates registrado sobre a existência do "inferno" na Bíblia. Jesus por várias vezes discordou dos judeus que não eram seus discípulos, debateu com os fariseus e saduceus sobre vários tópicos, alguns deles bastante triviais, tais como questões de dieta, observância do sábado e circuncisão. Mas, não existe nenhum debate escrito em que Jesus, ou mesmo Paulo, falem que as pessoas iriam para o "inferno". Por exemplo: Os judeus perguntando "Como você pode nos condenar a um "inferno" que nunca foi mencionado nas escrituras hebraicas, por qualquer um dos profetas? Quem é você para condenar alguém ao "inferno", se nem os profetas e nem o próprio Deus falou sobre ele? Ironicamente, Jesus ridicularizou o conceito que os fariseus tinham sobre o "inferno" na "parábola de Lázaro e do Rico". A visão de vida após morte que Jesus ridicularizou, é nitidamente, a visão pagã grega do Hades, como o "céu" e o "inferno" estando lado a lado, separados por um abismo, onde os mortos podiam se comunicar, mas não podiam atravessar. Um lugar tão bizarro nunca tinha sido discutido nas escrituras hebraicas, Jesus, obviamente, zomba da ideia que algumas pessoas (os fariseus) herdariam o céu simplesmente por serem "filhos de Abraão", enquanto outras pessoas (gentios) terminariam em um poço de fogo (Mais ironicamente o fato é que os cristãos, eventualmente, tomaram emprestado da religião dos fariseus e, substituírem Abraão por Jesus). Se Jesus e seus apóstolos tivessem condenado aquelas pessoas ao "inferno", elas, familiarizadas com as escrituras, teriam um rompante de muita raiva. Sei isso, porque sinto a mesma raiva hoje, quando ouço cristãos condenarem pessoas de outras religiões ao "inferno", que sei, que nem o Deus da Bíblia, nem os profetas mencionaram. Não há debates acalorados sobre o "inferno" registrado na Bíblia. A melhor explicação, é que os versos sobre "inferno" tenham sido inseridos mais tarde, depois que Jesus e Paulo não estavam mais entre nós. As pessoas que fizeram a adição não eram judias, como Jesus e os apóstolos, mas gregas, já que eles acreditavam no "inferno" (ou, não acreditavam realmente, mas cinicamente usaram para fraudar e controlar as pessoas). Além disso, é importante perceber que o "batismo infantil" e a "idade da razão", são doutrinas não bíblicas, Jesus, Paulo e outros apóstolos nunca as mencionaram. Esses dogmas bizarros só se fizeram necessários após os cristãos começarem a condenar as pessoas ao "inferno" por não crerem em Jesus, o que trouxe o problema de que os bebês eram condenados ao "inferno" pelo pecado original. A ideia de que os bebês deveriam ser batizados a fim de evitar a condenação (mais tarde se suavizou um pouco com a ideia do "limbo") foram dos atormentados (por culpa) "teólogos" católicos, como Santo Agostinho. A igreja Católica primitiva queria que a "salvação" estivesse nas mãos dos padres, e, é certo, que nem todo bebê poderia ser molhado com a água mágica antes de morrer, de modo que ao longo dos tempos, multidões de mães cristãs foram levadas a crer que seus bebês não batizados foram para o "inferno" ou "limbo". Basta pensar como elas devem ter sofrido, e tão desnecessariamente! Quando Martinho Lutero chegou com suas reformas no cristianismo, padres e o batismo infantil saíram pela janela. Mas, Lutero, foi outro teólogo atormentado pela culpa, e, marcou um novo início na misteriosa "idade da razão", mantendo Deus mandando bebês ao "inferno" por não crerem em Jesus. Mas é certo que ninguém sabia o que era "idade da razão", porque nem Deus, nem os profetas, nem Jesus e os apóstolos a definiram. Sem "inferno" não há necessidade de batismo infantil ou "idade da razão". Uma vez que "inferno", foi criado por seres humanos, de repente, nenhum teólogo cristão, sabia como as crianças poderiam ser salvas, pois, ser descendentes de Adão ou roubar um doce, as levariam para o "inferno", em alguma determinada idade. Mas em qual dimensão está que nascer ou roubar um doce, seria uma boa razão para fazer alguém sofrer por toda eternidade? Por que alguém deveria acreditar em tal mal, irracional, aterrorizante e absurdo? Aqui vai uma série de razões para não se acreditar no "inferno", isso se você acreditar que a Bíblia ou partes dela veio de Deus:
  • Não há nenhuma menção de "inferno" em todo A.T.;
  • O sofrimento após morte nunca foi mencionado a Adão, Eva Caim, Noé, Abraão, Moisés, entre outros;
  • A palavra hebraica Sheol, significa nitidamente "sepultura", não "inferno";
  • A palavra grega Hades, significa nitidamente "sepultura", não "inferno";
  • Portanto, condenar alguém para o Sheol/Hades, era simplesmente dizer que ele/ela iria morrer;
  • Há apenas um punhado de versículos no Novo Testamento que fala sobre um lugar chamado "inferno", e, todos, são meros erros de tradução das palavras Sheol, Hades e Geena. O único versículo que discute um lugar que pode ser traduzido como "inferno" (Tártaro) (1 Pedro 3:19), fala sobre anjos caídos que aguardam julgamento e, assim, este "inferno" não é para os seres humanos, e, não é eterno;
  • Os primeiros cristãos não condenaram as pessoas ao "inferno", se você acha que seus atos foram autênticos e precisos;
  • Paulo nunca mencionou um lugar chamado "inferno", em qualquer uma de suas treze epístolas, embora ele afirme que recebeu seu evangelho diretamente de Deus, não do homem;
  • Se Jesus e os apóstolos tivessem condenado outros judeus ao "inferno", isso resultaria em debates acalorados, visto que isso nunca tinha sido mencionado pelos profetas hebreus. Mas não há nenhum registro de tais debates na Bíblia;
  • Se os primeiros cristãos acreditassem que seus filhos iriam para o "inferno eterno", Paulo e os outros apóstolos teriam avisado para não terem filhos. Mas, não existem tais advertências;
  • Um "inferno eterno" faria com que mães tivessem de escolher entre Deus e seus filhos, netos e bisnetos; assim, as únicas mães que não iriam para o "inferno" seriam as mães más;
  • O batismo infantil e a "idade da razão" nunca foram discutidas pelos profetas hebreus, Jesus, Paulo ou qualquer outro dos apóstolos. Eles só se fizeram necessários, depois que pessoas más intencionadas desajeitadamente construíram o "inferno" na Bíblia, como um meio de tirar dinheiros e manipular as pessoas;
  • De acordo com Josefo, o "inferno" se originou no judaísmo através dos fariseus, os inimigos jurados de Jesus;
  • Alguns versículos na Bíblia que parecem descrever o sofrimento pós morte, a questão é, esses versos são credíveis? Se Deus, os profetas hebraicos, Jesus e os primeiros cristãos nunca mencionaram um lugar chamado "inferno", e, outras pessoas constroem em poucos versos um sentido último, a fim de fraudar e controlar outras pessoas, alguém poderia acreditar nesses versos? Por que não olhar para a Bíblia como um todo, e descontar os versos que não fazem sentido e, são indignos da crença humana? Ninguém acredita no verso que permite pais venderem filhas como escrevas sexuais, com a opção de comprá-las de volta, se não conseguirem agradar seus novos mestres (Êxodo 21), ou no verso que ordena seus pais apedrejarem suas filhas até a morte se elas forem estupradas e não forem mais virgens (Deuteronômio 22), ou o verso que permite que "homens de Deus", abatam mães e seus filhos, mantendo apenas as meninas virgens para servirem de escravas sexuais (Números 31). Nenhuma pessoa sã, acredita nos versos bíblicos que ordenam o racismo, a escravidão, matricídio, infanticídio, limpeza étnica e genocídio. Então, por que "acreditar" nos terríveis versos sobre punição eterna, ou os que parecem condenar a homossexualidade?
CONTINUA...